Homenagem Carla Camurati
Carla Camurati (Rio de Janeiro, RJ, 1960) poderia ter permanecido em sua carreira como atriz e este já seria um currículo a ser celebrado. Estrelou nove novelas, entre elas Brilhante (1981, Globo) e Sol de Verão (1982, Globo), além de séries como O Tempo e o Vento (1985), Armação Ilimitada (1988) e Você Decide (1992). No cinema, atuou em 11 produções, como o curta A Mulher do Atirador de Facas (dir. Nilson Villas Boas, 1984), Cidade Oculta (dir. Chico Botelho, 1986) e as cinebiografias Eternamente Pagu (dir. Norma Bengell, 1988) e Lamarca (dir. Sérgio Rezende, 1994).
Mas ser apenas uma atriz memorável na TV e no cinema não contemplava os múltiplos talentos de Carla Camurati. Em 1987, roteirizou, dirigiu e estrelou seu primeiro curta, A Mulher Fatal Encontra o Homem Ideal. Três anos depois, dirigiu o curta Bastidores, em que documentou as 54 trocas de figurino de Ney Latorraca e Marco Nanini em O Mistério de Irma Vap – peça que mais tarde adaptaria para o cinema em Irma Vap: O Retorno (2006).
Em 1995, Camurati consolidou sua trajetória na telona. Estreou como produtora, diretora, roteirista e distribuidora do longa Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, lançado por sua produtora, a Copacabana Filmes. O filme marca a chamada Retomada do Cinema Brasileiro e narra a chegada da família real portuguesa ao Brasil pela ótica da rainha consorte espanhola, casada com D. João VI e de péssimo gênio.
A partir de então, Carla Camurati produziu e dirigiu longas relevantes para a história do país, como Antônio Carlos Gomes (1996), sobre o compositor erudito paulista; La Serva Padrona (1998), adaptação da ópera do italiano Giovanni Battista Pergolesi; Copacabana (2001); 8 Presidentes 1 Juramento (2021) e o recente Raízes do Sagrado Feminino (2026).
Depois de La Serva Padrona, Carla Camurati dirigiu diversas óperas, o que lhe rendeu o cargo de Presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro entre 2007 e 2014.
Plural, multitalentosa, inquieta e engajada, Carla Camurati é símbolo da potência das mulheres no cinema brasileiro – em tela, atrás das câmeras e inspirando novas gerações.
A homenagem inclui uma Mostra composta por sete títulos da sua filmografia e uma masterclass exclusiva com a artista.
Os filmes ficam disponíveis na plataforma Sesc Digital entre os dias 10 e 19 de novembro.
A sessão de abertura, realizada no dia 09 de novembro no Cinesesc, apresenta um dos seus mais recentes trabalhos, o longa-metragem documental Raízes do Sagrado Feminino (2026) que investiga como cinco das maiores doutrinas religiosas do mundo moldaram a ideia de feminino ao longo dos séculos.
Esperamos você e seguimos todas, todos e todes nessa rede de afeto, luta e amor pelo cinema plural.
Venha celebrar o cinema feito e protagonizado por mulheres.
Cerimônia e sessão de abertura
Raízes do Sagrado Feminino, 2026
Direção: Carla Camurati
9/11, às 20h30
No Cinesesc - Rua Augusta, 2075 - São Paulo
Sessão gratuira, sujeita à lotação da sala.
Ingressos distribuídos a partir das 19h.
A 350 m do Metrô Consolação. Prefira o transporte público.
Cerimônia e sessão de abertura
Raízes do Sagrado Feminino, 2026
Direção: Carla Camurati
9/11, às 20h30
No Cinesesc - Rua Augusta, 2075 - São Paulo
Sessão gratuira, sujeita à lotação da sala.
Ingressos distribuídos a partir das 19h.
A 350 m do Metrô Consolação. Prefira o transporte público.
