Mostras
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Competitiva 60+ O Fogo que Não se Apaga
Enaltecendo cineastas que seguem produzindo na maturidade e as que se lançaram na direção de longas depois dos sessenta anos, esta seleção congrega experiência e autoralidade e cruza filmes documentais, híbridos e de animação, trazendo histórias como o drama que envolve imigrantes japoneses – Eu e Meu Avô Ninhojin, de Célia Catunda (SP) –; o alvorecer afetivo de uma mulher, a cineasta Luna Alkalay tornada personagem em Trópico de Leão (SP) ou as cinebiografias de personalidades da cultura e da sociopolítica do Brasil, como o “bispo dos oprimidos” de Uma Missa Para Dom Angélico, de Emília Silveira (RJ), e o compositor autodidata deficiente visual João Tomé, que tem seu legado resgatado por Edileuza Penha de Souza com Nem Todos Sabem (DF).
Além disso, um nome incontornável para o cinema de mulheres, brasileiro e latino-americano, Helena Solberg se debruça sobre seu filme inaugural, A Entrevista, para propor uma leitura contemporânea sobre os movimentos feministas em Um Filme Para Beatrice (RJ).
Os filmes dessa Mostra ficarão disponíveis na plataforma Itaú Cultural Play entre os dias 15 e 29 de novembro.
Competitiva de Ficção
A ficção e suas fronteiras cada vez mais borradas em obras que fluem entre dispositivos documentais, ensaísticos e dramatúrgicos é a tônica desta seleção. Da distopia futurista erótica – que é uma utopia feminina desejante – Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira (DF) ao misterioso filme de gênero com elementos de suspense que envolvem uma comunidade numa trama alegórica, mas muito real – O Sangue que a Terra Guarda, de Patricia Miranda (SP) – até o horror social com um vilão reencarnado, o racismo que mata, em Onde Estamos Seguros, de Thaís Scabio (SP). A Mostra de Ficção traz ainda o novo filme da cineasta Ana Luiza Azevedo, Medley (RS), drama de amadurecimento em meio ao mundo da natação juvenil e do abandono paterno. E por fim, há A Vida Secreta de Meus Três Homens, de Letícia Simões (PE), uma ficção com estratégias documentais ou um documentário mergulhado na construção de uma fantasia sobre três homens da família da cineasta, que os permite fazerem as pazes com passados traumáticos.
Os filmes dessa Mostra serão exibidos no CCSP entre os dias 10 e 11 de novembro.
Competitiva de Documentário
Os documentários da competição atravessam o Brasil (e além) ao propor histórias com abordagens repletas de alteridade. Amora, de Ana Petta (SP) é uma investigação poética sobre o apagamento de uma comunidade na Vila Mariana (SP) pelos olhos do filho da cineasta. O frenesi dos corpos é o motor de Massa Funkeira, um manifesto de Ana Rieper (RJ) sobre o desejo nas letras do ritmo carioca. Juliana Borges (SP) percorre três continentes por uma década acompanhando Mounir, personagem-título de seu filme. Numa linha mais tradicional, Xingu, Nosso Rio Sagrado, de Angela Gomes (PA), tem o rio como fio condutor no Pará, onde lideranças femininas lidam com as mazelas deixadas pela hidrelétrica de Belo Monte na região. Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá é um documento histórico que parte da busca da cineasta Sueli Maxakali pelo pai, que saiu da aldeia e migrou para um aldeamento Guarani Kaiowá no sul do Brasil. Filme de arquivo de Lúcia Nagib (SP/RU), Filmar ou Morrer é uma elegia ao poder do cinema e da cinefilia.
Os filmes dessa Mostra ficarão disponíveis na plataforma Itaú Cultural Play entre os dias 15 e 29 de novembro.
Mostra Internacional
Quatro filmes recentes são os selecionados para o recorte internacional desta edição do FIM Cine. Todos foram dirigidos por novos talentos femininos do cinema francês, em seu primeiro ou segundo longa-metragem, reunindo expressões e linguagens do musical ao experimental, da comédia ao romance, que representam um breve panorama da produção atual francófona pelas lentes das mulheres. Língua Estrangeira (2023), de Claire Burger, é o representante do romance em versão pós-contemporânea, com duas jovens perdidas na tradução num intercâmbio em Leipzig. Outro casal de mulheres tenta se entender em meio à gestação em Provas de Amor (2025), de Alice Douard. O experimentalismo de Rosalie (2023), de Stéphanie Di Giusto, traz uma mulher barbada que deseja ser aceita por seu marido caça-dotes em pleno século 19. O musical Suprêmes (2021), de Audrey Estrougo, é a versão ficcional do surgimento da dupla francesa de hip hop homônima, que revolucionou a música parisiense dos anos 1990 narrando a realidade dos subúrbios pobres da cidade-luz.
Os filmes dessa Mostra serão exibidos no CCSP entre os dias 10 e 11 de novembro.
