Competitiva Nacional

Histórias que transbordam e borram as bordas do que conhecíamos até então como fronteira da expressão cinematográfica brasileira feminina compõem a COMPETITIVA NACIONAL dessa segunda edição do FIM. São sete filmes pelo olhar de sete mulheres que representam o rico e diverso panorama criativo do país e nos ajudam a compreender o universo surreal e mutante chamado Brasil. Essas novas fronteiras misturam veteranas a novos talentos, ecoam vozes indígenas, negras e brancas, percorrem tradições e quebras de tradições, adentram realidades complexas e também nos levam pelo campo dos sonhos. Desde a leveza adolescente de uma secundarista ao lidar com questões de abandono à maestria de traduzir a personalidade excêntrica da escritora Hilda Hilst. Do reencontro conflituoso e acolhedor entre irmãs, mulheres negras - à espera da morte do pai - à delicada abordagem da solidão de uma senhora negra e o resgate de sua/nossa ancestralidade. Do jovem rapper indígena e sua empolgante jornada musical que vai evocando toda a luta dos povos indígenas no Brasil à luz  solar das mil Helenas que habitam no ícone que é Helena Ignez. Seja na ficção, seja no documentário, essas histórias são apresentadas sob o crivo dos olhares plurais, conceituais e inventivos dessas realizadoras.


São obras concluídas nos últimos 24 meses por diretoras que representam  a diversidade étnica, social, geográfica e poética deste imenso e complexo país chamado Brasil. 


Márcia Vaz e Beth Sá Freire